domingo, 20 de julho de 2008
Fernando Pessoa, p/ a coleção
"Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar,o lugar deles é lá. Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra. Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos. Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu. Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde. Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu. As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces. O sorriso! Esse você deve segurar, não o deixe ir embora, agarre-o! Quem você ama? Guarde dentro de um porta-jóias, tranque, perca a chave! Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa. Não importa se a estação do ano muda, se o século vira, se o milênio é outro, se a idade aumenta... Conserve a vontade de viver, não se chega à parte alguma sem ela. Abra todas as janelas que encontrar e as portas também. Persiga um sonho, mas não o deixe viver sozinho. Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho. Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas. Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for. Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso. Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam. Olhe para o lado, alguém precisa de você. Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca. Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os. Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também. Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura. Arrependa-se, volte atrás, peça perdão! Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, VOLTE! Se perceber que deve seguir, SIGA! Se estiver tudo errado, COMECE NOVAMENTE. Se estiver tudo certo, CONTINUE. Se sentir saudades, MATE-A. Se perder um amor, NÃO SE PERCA! Se achá-lo, SEGURE-O! Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada."
Janine F. sem inspiração
"Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!” - Caio F.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Que órgão máximo do Judiciário é esse?!
Juntando-me à onda de protestos pela decisão do Exmo. Presidente do STF Sr. Ministro Gilmar Mendes em favor de Daniel Dantas, faço minhas as palavras de Renato Russo:
"Nas favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?"
"Nas favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?"
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Sede
"Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. (...)
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho."
Clarice Lispector
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho."
Clarice Lispector
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Trabalho = parto
Vc consegue imaginar o que é sentir todas as dores do parto (parto normal, sem anestesia) e depois ter que entregar o recém-nascido a um estranho?! Isso é o meu trabalho... uma gravidez ditatoriamente concedida, do filho dos outros...
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Luis Fernado Veríssimo (achado no Baú)
Tu e Eu
Somos diferentes, tu e eu.
Tens forma e graça
e a sabedoria de só saber crescer
até dar pé.
Eu não sei onde quero chegar
e só sirvo para uma coisa
- que não sei qual é!
És de outra pipa
e eu de um cripto.
Tu, lipa.
Eu, calipto.
Gostas de um som tempestade
roque lenha
muito heavy
Prefiro o barroco italiano
e dos alemães
o mais leve.
És vidrada no Lobão
eu sou mais albônico.
Tu, fão.
Eu, fônico.
És suculenta
e selvagem
como uma fruta do trópico
Eu já sequei
e me resignei
como um socialista utópico.
Tu não tens nada de mim
eu não tenho nada teu.
Tu, piniquim.
Eu, ropeu.
Gostas daquelas festas
que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
em que sou pertinente
e, ao mesmo tempo, o prior.
Tu és um corpo e eu um vulto,
és uma missa, eu um místico.
Tu, multo.
Eu, carístico.
És colorida,
um pouco aérea,
e só pensas em ti.
Sou meio cinzento,
algo rasteiro,
e só penso em Pi.
Somos cada um de um plano
uma sã e o outro insano.
Tu, cano.
Eu, clidiano.
Dizes na cara
o que te vem à cabeça
com coragem e ânimo.
Hesito entre duas palavras,
escolho uma terceira
e no fim digo o sinônimo.
Tu não temes o engano
enquanto eu cismo.
Tu, tano.
Eu, femismo.
Somos diferentes, tu e eu.
Tens forma e graça
e a sabedoria de só saber crescer
até dar pé.
Eu não sei onde quero chegar
e só sirvo para uma coisa
- que não sei qual é!
És de outra pipa
e eu de um cripto.
Tu, lipa.
Eu, calipto.
Gostas de um som tempestade
roque lenha
muito heavy
Prefiro o barroco italiano
e dos alemães
o mais leve.
És vidrada no Lobão
eu sou mais albônico.
Tu, fão.
Eu, fônico.
És suculenta
e selvagem
como uma fruta do trópico
Eu já sequei
e me resignei
como um socialista utópico.
Tu não tens nada de mim
eu não tenho nada teu.
Tu, piniquim.
Eu, ropeu.
Gostas daquelas festas
que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
em que sou pertinente
e, ao mesmo tempo, o prior.
Tu és um corpo e eu um vulto,
és uma missa, eu um místico.
Tu, multo.
Eu, carístico.
És colorida,
um pouco aérea,
e só pensas em ti.
Sou meio cinzento,
algo rasteiro,
e só penso em Pi.
Somos cada um de um plano
uma sã e o outro insano.
Tu, cano.
Eu, clidiano.
Dizes na cara
o que te vem à cabeça
com coragem e ânimo.
Hesito entre duas palavras,
escolho uma terceira
e no fim digo o sinônimo.
Tu não temes o engano
enquanto eu cismo.
Tu, tano.
Eu, femismo.
Do baú
Nossa! Hoje, remexendo minhas coisas guardadas há séculos, encontrei tantos bilhetinhos, tantas cartas, tantas fotos, tantas lembranças... Era uma época de tanta inocência, de sonhos, de uma pureza... época cuja única preocupação, p/ mim, era "ser"... Tento manter essa "delicadeza" e pureza hoje... Mas como é difícil depois de tantas "tempestades e naufrágios"!!!
Eita saudade que bateu...
Eita saudade que bateu...
sábado, 12 de abril de 2008
Eu sorrio, Tu sorris, Ele sorri...
E não sei o que aconteceu comigo hoje...
O que era para ser ainda uma TPM se transformou numa alegria, numa vontade de viver, de curtir a vida, de aproveitar cada segundo... uma coisa louca... tá tudo sorrindo, por dentro...
P.S.: Para os que gostam de chorar por fora mas sorrir por dentro recomendo "Antes que termine o dia"... Belíssimo! E veio a calhar...
O que era para ser ainda uma TPM se transformou numa alegria, numa vontade de viver, de curtir a vida, de aproveitar cada segundo... uma coisa louca... tá tudo sorrindo, por dentro...
P.S.: Para os que gostam de chorar por fora mas sorrir por dentro recomendo "Antes que termine o dia"... Belíssimo! E veio a calhar...
terça-feira, 8 de abril de 2008
Tô fora!
E aproveitando a onda de mau humor...
Gente, O QUE É AQUELA GRACYANNE BARBOSA?!!! Primeiro de tudo: noiva do BELOOOOO!!!! Ô dó! "Segundo de tudo": Que corpo é aquele???!!! (Para as malucas que pensaram que isso é um elogio, meus pêsames!) Aquilo é um corpo ou é uma bomba ambulante, prestes a explodir?! É.. porque é essa a impressão que dá! Eu hein... o abdômen da mulher é mais definido que o do Rambo (antes do botox!)... Sai pra lá, jacaré...
Gente, O QUE É AQUELA GRACYANNE BARBOSA?!!! Primeiro de tudo: noiva do BELOOOOO!!!! Ô dó! "Segundo de tudo": Que corpo é aquele???!!! (Para as malucas que pensaram que isso é um elogio, meus pêsames!) Aquilo é um corpo ou é uma bomba ambulante, prestes a explodir?! É.. porque é essa a impressão que dá! Eu hein... o abdômen da mulher é mais definido que o do Rambo (antes do botox!)... Sai pra lá, jacaré...
Não enche!
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