terça-feira, 11 de agosto de 2009

Let it be

"Sabe, pra mim a vida é um punhado de lantejolas e purpurina que o vento sopra. Daqui a pouco tudo vai ser passado mesmo - deixa o vento soprar, let it be - fique pelo menos com o gostinho de ter brilhado um pouco".
- Caio Fernando Abreu -

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Preciosa(o)

Foi compreendendo a fundo esse meu momento, foi dizendo que esse texto "é a minha cara", e foi sabendo o quanto isso me anima e me dá mais forças para, a cada dia que passa, me tornar uma pessoa melhor, e continuar, que uma daquelas amigas-de-todo-dia-não-importa-onde-nem-quando me enviou esse artigo da Martha Medeiros...

Independência ou morte
Martha Medeiros

Tem uma série de coisas que a gente deseja na vida: uma profissão que nos realize, uma intensa vida afetiva, viagens, amigos, descobertas. Mas se eu tivesse que resumir em uma única palavra o que considero a mais importante conquista, esta palavra seria independência.
Começou a contagem regressiva para o 7 de setembro, dia em que se comemora a independência do Brasil. No entanto, prefiro comemorar a minha, a sua, a nossa. Não há quem não sonhe em trabalhar por conta própria, ser patrão de si mesmo. Os que conseguem não trocam por nada. Como conseguir isso? Dominando um ofício, indo além do que os outros aprenderam, fazendo as coisas do seu próprio jeito, arriscando. Parece difícil, e é. E mais difícil ainda é ser independente no amor.
Paixão não entra nessa conversa. Quando estamos apaixonados somos todos dependentes de telefonemas, de e-mails, de declarações, de presença constante. Já o amor, que é um estágio posterior, mais sereno e seguro que a paixão, permite o desenvolvimento da independência.
Você não precisa estar em todos os lugares que o seu amor está, você não precisa concordar com tudo o que ele pensa, você não precisa abdicar dos seus projetos, você se sustenta, você conta, você existe.
Tem gente que abre mão disso por puro comodismo. Prefere ser uma sombra, um sparing. Defende-se dizendo que não tem outro jeito. Mentira. É uma escolha.
Ir sozinha ao cinema. Viajar. Pagar sua dívidas. Dirigir. Não afligir-se (tanto) com a opinião alheia. Saber cozinhar pra si mesmo, entreter-se com hábitos solitários como a leitura, pegar um táxi, resolver os próprios problemas, tomar decisões com confiança.
Não “precisar” dos outros, e sim contar com os outros para aquilo em que eles são insubstituíveis: companhia, sexo, risadas, amizade, conforto.
Se você ainda não atingiu este estágio, suba num cavalo imaginário e dê seu grito do Ipiranga. Ficar amarrado à vida alheia faz você viver menos a sua. Nada de fazer-se de desentendida só para não se incomodar. Incomode-se. Dependência é morte.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Não podia passar em branco...


Desculpem-me! Sei que este não é um blog de dicas gastronômicas, mas morar em São Paulo traz essa vontade incontrolável de sair gritando aos quatro cantos: "Que delííícia o restaurante que conheci hoje"! Sim, porque eu me proponho a conhecer pelo menos um novo por semana. Compromisso assumido e que vem sempre rigorosamente cumprido. Desde que voltei, há dois meses.

Hoje foi a vez de conhecer o Zena Caffe... que me atraiu já da calçada, numa caminhada pela Peixoto Gomide numa noite dessas...
Aproveitei a visita dos meus pais, sempre muito especial, para provar as delícias do lugar...
Quando era pequena, sempre disse que alguma das minhas vidas passadas deve ter sido na Itália. Hoje tive a certeza. Fui transportada a uma vilazinha italiana, com todo o charme e sabores que lhe são característicos...
E desafio alguém a me apresentar um gnocchi melhor do que aquele!!! Gnocchi al Pomodoro con Fonduta di Stracchino: um gnocchi ao molho pomodoro, com um fondue de queijo stracchino no centro. É mole?! É mole, macio, saboroso... Hummm... Dos deuses! Jamais peço gnocchi onde quer que seja, mas o garçom foi tão convincente, que resolvi apostar na sua sugestão/ordem. Dá uma olhada na criança:

(Foto retirada do site do próprio chef do restaurante, Carlos Bertolazzi - http://colunistas.ig.com.br/cucinando/tag/gnocchi/)
Pois esse gnocchi, em vez de me deixar com peso na consciência pelas calorias ingeridas, me deixou com um pensamento fixo, que está me tirando o sono: "Por que que eu não pedi o prato maior?!"*
* O restaurante oferece duas opções no tamanho dos pratos. Dica: Peça o maior! Assim você não voltará para casa arrependido, como este ser que vos fala...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pela janela do quarto...

Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!
- Adriana Calcanhoto

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Fofa

Gente, olha como dá vontade de ter a voz dessa mulher... Ou pelo menos tê-la por perto... Ou, sei lá, ouvi-la todo dia antes de dormir... Lisa Hannigan, a famosa ex-parceira do Damien Rice... Lamentei profundamente a separação dos dois (até hoje mal explicada), mas confesso que tenho paixão pela voz dela assim, sozinha...


http://www.youtube.com/watch?v=7WwaPv1rZiQ&eurl=http%3A%2F%2Ftheendzone%2Eblogspot%2Ecom%2F2009%2F07%2Flisa%2Dhannigan%2Di%2Ddont%2Dknow%2Dbut%2Di%2Dam%2Dgame%2Ehtml&feature=player_embedded

(Aliás, se alguém souber como eu faço para postar o vídeo daquele jeito, aparecendo a imagem no post, estou aceitando dicas...)

(Mas, digam, ela não deve ser assim, "tipo" muuuuito legal?! Queria ser amiga dela...)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Não CAIO... permaneço firme.

"É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado."
- Caio Fernando Abreu

Amém

Você conhece alguém que quanto mais fala de sentimento, quanto mais demonstra fragilidade, quanto mais se mostra humana, mais se sente forte?! Hoje me descobri assim... Sentimental, frágil, humana e uma fortaleza.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Sorte do dia

"Este é um momento propício para encontros inesperados e conversas libertadoras."

E seja o que Deus quiser...

domingo, 26 de julho de 2009

Assim sem saber...

Depois de um final de semana perfeito, hoje estou me sentindo daquele jeito... meio sei lá...

domingo, 19 de julho de 2009

E eu que falava em proteções...

Sim... a gente pensa, com o tempo e com os baques da vida, que se torna super bem resolvida. Que sabe o que quer, que enfrenta qualquer coisa, que é uma fortaleza... E aí, numa noite dessas qualquer, a gente se surpreende. Porque fica perdida, porque perdeu o controle sobre as coisas, porque tem medo, porque não acreditava mais e de repente começa a enxergar uma possibilidade. Porque não sabe mais. Porque quer saber e não pode. E é aí que a gente se dá conta de que tudo é incerteza. Daí o medo. E é por isso que escrevo. Para espantar um pouco dessa insegurança boba que faz a gente recuar quando deveria mergulhar naquilo até o fim. Já está passando. Vai passar.